GUERREIROSHUB
NotíciaPor Guerreiro Tricolor·Guerreiros Hub·

Dinheiro jogado fora? Janela escancara falta de reposição para Bernal e erros de mercado no Fluminense

Com investimentos questionáveis em atletas que pouco atuam, diretoria falha na montagem do meio-campo e acentua a dependência dos jovens de Xerém.

A recente janela de transferências do Fluminense tem levantado um debate crítico sobre o planejamento da diretoria para a temporada de 2026. Embora a equipe busque estabilidade sob o comando de Marcão, a movimentação no mercado evidenciou um cenário de gastos elevados e baixa efetividade técnica, deixando lacunas preocupantes na montagem do elenco.

O buraco deixado por Bernal

O ponto mais sensível do planejamento tricolor é o meio-campo. A saída do volante Bernal expôs a ausência de uma peça de reposição à altura no elenco. Atualmente, caso o titular Martinelli sofra algum problema físico ou precise ser poupado, a equipe conta apenas com Otávio para exercer uma função tática semelhante.

A falta de um substituto direto não se deu por ausência de recursos, mas sim pela forma como o clube escolheu distribuir seu orçamento no mercado de transferências, priorizando negociações que não trouxeram o retorno esperado.

O caso Alison e as contratações sem impacto

O principal símbolo dessa política de gastos questionáveis é a chegada de Alison. O meio-campista foi contratado com o aval do ex-técnico Luis Zubeldía e possui um salário considerável para os padrões do clube. No entanto, o atleta acumulou pouquíssimos minutos em campo e não demonstrou diferença técnica que justificasse o investimento.

A movimentação gerou estranheza até mesmo nos bastidores, principalmente quando comparada à saída de jogadores que, embora fossem criticados por parte da torcida — como era o caso de Lima —, mostravam-se úteis e participavam ativamente da rotação do time durante a temporada.

Diante desse cenário, a avaliação interna e externa é de que o Fluminense estaria muito melhor servido caso apostasse diretamente em Xerém. Para compor o elenco em momentos de necessidade, a utilização de jovens talentos da base, como o garoto Ruan Sales, é vista como uma alternativa muito mais segura e barata do que inchar a folha salarial com jogadores medianos que não agregam ao time principal.

Reflexos no ataque: O alto custo de Caxijo

Os equívocos de mercado do início do ano também respingam no setor ofensivo. A demora e a incapacidade de fechar com Hulk logo nos primeiros meses da temporada fizeram o Fluminense abrir os cofres de forma precipitada, desembolsando cerca de 13 milhões de dólares na contratação de Castillo.

Hoje, com a chegada tardia de Hulk e a ascensão de outras peças, Castillo, amarga a condição de última opção no ataque tricolor. O caso se soma à lista de investimentos altos que comprometem o orçamento do clube e entregam pouco resultado prático nas decisões que o time tem pela frente no Campeonato Brasileiro e na Libertadores.